Entendimento da lei brasileira em relação ao documentário “O golpista do tinder”.

O documentário trata de um golpista que usava o plicativo do tinder para da golpes em mulheres. Baseado em uma história real, Simon como era conhecido viajava para vários países diferentes utilizando desse aplicativo, para criar um vínculo com as vítimas e iludido com um envolvimento amoroso.

Simon Leviev

O golpe milionário foi planejado em um esquema de pirâmide para ele poder pagar por sua vida de luxo, que mostrou nas redes sociais para todas as mulheres que tentava conquistar. Então sempre tem uma mulher que vai pagar o luxo de pagar a próxima vítima, convencida de que está ajudando seu amor querido, ela sempre usa o mesmo argumento de que está sendo perseguida por seus rivais, eles querem causar algum dano a ela por algum motivo, até mesmo para algum investimento que precisa ser feito imediatamente.
E então com toda perseguição que Simon dizia passar, usava da artimanha que não podia nem sequer usar seu cartão de crédito uma vez que poderiam descobrir sua localização, e é aí que começa o estelionato. O golpista pedia dinheiro e até chegou a ter posse dos cartões de crédito de algumas das vítimas, gerando dividas imensas que elas só chegavam a perceber quando essa conta já estava em um valor exorbitante e receberia jamais de volta o valor entregue ao golpista.

O golpe do tinder


No Brasil esse entediamento de induzir as vítimas a cometer um erro, as qualquer para obter vantagens indevidas é considerado crime, previsto no artigo 171 do CP, que tipifica o estelionato. Ou seja, o uso de sentimentos envolvendo a questão afetiva e emocional de tipifica esse crime

Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis..

Em suas falas ele usa de argumentos bem convincentes para induzir essas mulheres ao erro, um perfil bem elaborado com roupas de grife, usava de palavras que conquistavam, tudo que as vítimas queriam e precisavam ouvir no momento, o pretendente que seria aparentemente perfeito.

Este crime de estelionato exige quatro requisitos, obrigatórios para sua caracterização: 1) obtenção de vantagem ilícita; 2) causar prejuízo a outra pessoa; 3) uso de meio de ardil, ou artimanha, 4) enganar alguém ou a levá-lo a erro. Dessa forma vemos que o golpista se encaixa perfeitamente nessa tipificação.
Também cometendo o crime de Fraude, que está atrelado à vontade exclusiva do agente causador de subtrair o bem da vítima. Assim, ao modificar dados e documentos, o fraudador distancia os olhares da vítima para o que realmente está acontecendo, como o mesmo fez, modificando valores de comprovantes de pagamento para que as vítimas acreditassem no tamanho da sua movimentação bancaria e podendo trazer uma confirmação a mais para necessidade dos valores que ele pedia.

As vítimas


Apesar disto tudo apontar para o crime Simon não chegou a ser condenado por esse crime, as vítimas dele não tiveram como provar, assim livrando ele dessa acusações. Chega a ser lamentável pelas vítimas ainda arcarem com as dívidas causadas por ele.
Em 2019, após ser extraditado por conta do passaporte falso, Simon chegou a ser preso por crimes de fraude que cometeu em 2011 (processos que ficaram parados porque ele fugiu do país). Sentenciado a 15 meses na prisão, o golpista foi liberado cinco meses depois, por bom comportamento. Simon não quis participar do documentário,e negou todas as acusações e ainda disse que processaria a netifix.

Entendimento da lei brasileira em relação ao documentário “O golpista do tinder”.

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